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16.7.09

Mais sobre a geladeira...

Esses dias eu estava na casa da minha mãe e ela me chamou pra ver um programa que eu adoro: It´s Me or The Dog. Um programa à la Cesar Milan, mas que eu gosto muito mais. A adestradora se chama Victoria Stilwell e tem uma abordagem com a qual eu me identifico mais.

Enfim, minha mãe me chamou porque o episódio era sobre uma cadela muuuuito parecida com a Preta - muito resumidamente, uma cadela que resgatamos da rua, cuidamos e encaminhamos para uma família em Miguel Pereira - e nós sempre ficamos comovidas quando isso acontece. Só que o comportamento dela na verdade me lembrou o Boomer, porque... ela ABRIA A GELADEIRA pra roubar comida assim que os donos saíam de casa. Hahahahahahahaha

Pelo visto o caso é mais comum do que a gente imagina. A solução dela foi diferente da nossa. Como é um programa de TV com, digamos... um orçamento maior que o meu, eles instalaram um alarme na porta da geladeira e câmeras pela casa pra filmar a cadela enquanto eles não estavam. Era eles saírem pra ela imediatamente se dirigir à geladeira. Eu não entendia como o Boomer fazia pra abrir, e depois eu vi o que a cadela faz: sem cerimônia e sem dificuldade nenhuma, enfia o focinho pela porta e pronto! Utilizando o alarme pra associar a geladeira a uma experiência desagradável, conseguiram se livrar desse mau-hábito. Eu continuo confiando na minha travinha...

Quer saber sobre o causo? Tá nesse post aqui!

Obs: Esse é mais um post ilustrado pelo talentoso Luiz Weber.

16.6.09

Notícias do Treino

Depois da folga do feriadão, hoje cortamos as salsichinhas de frango e partimos pra mais uma sessão de treino anti agressividade na guia. Treinamos bastante o "olha", por períodos mais longos de tempo, repetidas vezes. O Boomer está conseguindo realizar o comando na rua, mesmo com ônibus passando ao lado, bicicleta, etc. Quando se aproxima de pombos e cães a coisa fica mais complicada, mas vamos avançando aos poucos. Na praça, nem pensar em obedecer. É um local com muitos cheiros interessantes, e que o Boomer associa prontamente a brincadeiras. Bom, tem que ser um passo de cada vez né?

Voltando pra casa, uma oportunidade interessante: um machinho preso na porta do supermercado, latindo escandalosamente. O Boomer nem pensou em obedecer o "olha", e nem passou pela minha cabeça que eu fosse conseguir essa façanha, mas resolvi tentar outra coisa: só ia passar pelo cão quando o Boomer ficasse quieto. Nem preciso dizer que precisei de uns 15 minutos pra fazermos isso, dando muita meia-volta sempre que ele começava a se arrepiar, e muitas salsichinhas sempre que ele me seguia feliz na meia-volta. Depois de um tempo parece que ele perdeu o interesse em brigar com o cãozinho e passamos por ali numa boa. Claro que eu aproveitei pra passar mais duas vezes com ele e premiar bastante, que é pra criar o hábito né?

Estamos evoluindo...

8.6.09

O Adestramento Continua

A educação é realmente um processo sem-fim, não é? Não podemos baixar a guarda, nossos animais estarão sempre testando os limites já estabelecidos ou precisando de ajuda com novos maus-hábitos.
O Boomer "se formou" no adestramento há alguns meses. Eu liberei o adestrador, na verdade, porque achei que não fazia mais sentido continuar com as aulas. Isso porque além de o Boomer ter atingido um nível satisfatório de obediência (para as necessidades da casa), ele está fazendo agility. O agility melhora muito a atenção dele na gente, e a concentração. E ainda tem o treinador do agility, que sempre dá dicas sobre adestramento/comportament quando a gente precisa.

Acontece que eu meio que comecei a baixar a guarda com o Boomer nos passeios, e ele voltou a puxar a guia o tempo todo. Simples assim. O interessante é que fora da guia ele está super obediente. Senta, fica (mesmo com muita distração em volta), deita, rola, finge de morto, faz todos os truques. Fora da guia ele caminha bem ao nosso lado, quando está brincando volta se ouvir nossas palmas. Fora da guia ele brinca com outros cães, não se importa se são machos ou fêmeas. O Boomer continua muito sociável e brincalhão, mesmo depois de "adulto".

Na guia a situação é totalmente diferente. O Boomer puxa a gente. O mais impressionante - e mais incômodo - é que ele fica agressivo com os machos. É passar um macho pra ele partir pra cima, rosnar. Pode ser grande, pequeno, podem ser vários. Não sei bem o motivo, mas decobri que o fenômeno da agressividade na guia é comum em cães que são sociáveis fora da guia. Os autores - e o treinador dele também - acreditam em duas hipóteses, variando de acordo com o cão. A primeira é que o cão se sente acuado quando está na guia, ele sente que não vai poder correr se acontecer alguma coisa - e parte pro ataque, pro outro cão nem pensar em se aproximar. A outra hipótese é que o cão "cresce" na guia - ele se sente mais forte, pois está ligado ao dono e acha que pode contar com ele em caso de confusão. Como os cães em geral adoram medir forças, isso pode ser o suficiente pra eles partirem para a prática. Conversando com a vet, ela levantou outra possibilidade: quando nós estamos ligados pela guia, ele se sente no dever de me proteger, e parte pra cima dos cães que se aproximam.

O Boomer começou com isso quando a Preta morava lá em casa, e eu levava os dois juntos pra passear. Ele não deixava que nenhum macho se aproximasse dela, sentia ciúmes. Queria aquela fêmea só pra ele. Foi logo depois do Boomer fazer 1 ano e deixar de ser filhote, e acho que isso contribuiu ainda mais para moldar esse comportamento.

Acho que nunca saberemos o motivo específico que leva um cão a ter determinado comportamento, mas todos os autores concordam que a agressividade na guia é um comportamento adquirido, e que deve ser corrigido como qualquer mau-hábito. Para isso não basta comunicarmos ao cão que não queremos que ele faça isso. Devemos ensiná-lo qual o comportamento mais adequado quando ele se deparar nessa situação.

Semana passada chegou um livro que eu tinha encomendado pela Amazon que trata desse caso específico:

Feisty Fido: Help for the Leash-Aggressive Dog


O livro basicamente introduz o comando "look", que eu traduzi como BOOMER, OLHA!
A idéia é que se o cão olhar para os olhos do dono ao invés de se concentrar no rival que se aproxima, ele não vai atacar. São duas ações incompatíveis. Então o objetivo final é que o Boomer veja um cachorro e pense: "vou olhar pra quem tá passeando comigo e vou ganhar alguma coisa com isso". Ele deve criar essa associação. As autoras ensinam a progressão e os diversos níveis de dificuldade a que o cão deve ser exposto durante o treinamento, as dificuldades que podem surgir e como driblá-las, algumas "saídas de emergência", pra momentos em que você sabe que o cão não vai te obedecer, entre outros. É um livro curtinho mas muito interessante e bem embasado e realista. A proposta é solucionar o problema de uma maneira simples porém de difícil implementação, e as autoras têm consciência disso e pedem um prazo de 4 a 6 meses e muito treino para seu funcionamento perfeito.

Ontem comecei a implementar a técnica com o Boomer. Como ele já está acostumado a treinar e entende muito rápido o que se espera dele - além de gostar de agradar - o começo foi muito bom. Em casa ele entendeu perfeitamente o comando. Na rua, onde as distrações são muitas, levei salsicha de frango picadinha (doguitos não funciona com ele na rua, tem que ser alguma coisa BEM interessante) e comecei a dar o comando sem nenhum cão por perto. Deu tudo certo, então comecei a dar o comando quando ele via um cão bem ao longe (quanto mais perto, maior a dificuldade). Até agora, ele está progredindo. Treinamos ontem à tarde e hoje pela manhã. No processo, alguns machos passaram bem perto dele sem que eu tivesse tempo de me esquivar. Claro que ele partiu pra cima. A partir de agora devemos eviatr essa situação, pra cortar mesmo o hábito. Enquanto ele não consegue se controlar, devemos atravessar a rua, dar meia volta, qualquer coisa pra ele não "errar".

Depois volto com mais notícias!

7.6.09

Boomer e o carro

Quando a gente estava se preparando pra trazer o Boomer pra casa, comecei a me preocupar quando ouvia casos de cães que odeiam andar de carro, passam mal ou simplesmente ficam estressados. Isso porque temos uma casa na serra e viagens de carro seriam uma constante na vida dele. Logo comecei a pesquisar se haveria alguma maneira de acostumá-lo com o carro pra evitar esse tipo de problema.

Seguindo as dicas que eu encontrei na internet, comecei a levar o Boomer pra passear de carro cedo, fazendo passeios curtos e indo sempre a lugares agradáveis. Ele ainda era bebê, não tinha tomado todas as doses das vacinas, e portanto não podia passear na rua. Mas colocávamos ele no carro e saíamos pra passear. Ele olhava a paisagem, e normalmente ia pra casa de alguém que gostasse de cachorros ou que tivesse algum cachorro manso e vacinado. No início, o Rapha ia dirigindo e ele ia no meu colo, pra garantir a estabilidade. Pelo que eu tinha lido, uma das grandes causas do desconforto em andar de carro é quando o cão só entra no carro pra ir ao veterinário - o que normalmente é considerada uma experiência desagradável (não no caso do Boomer).

Muitas vezes o passeio não levava a lugar nenhum: como quando ele foi comigo entregar os convites do nosso casamento. Foi o primeiro passeio mais longo no carro (1h30min), e ele voltou direto pra casa, onde ganhou muitos mimos. Nesse dia cheguei à conclusão de que ele estava pronto pra viajar com a gente quando precisasse, pois até ali não tivemos problema nenhum.

Atualmente, Boomer AMA andar de carro. Não só por associar a destinos legais - como a aula de agility ou nossa casa na serra (3 horas de viagem e MUITAS curvas), como pelo passeio em si. ADORA colocar a fuça pra fora da janela e sentir o vento*! Tem seu próprio cinto de segurança pra passeios mais longos (uma coleira peitoral que é acoplada no cinto traseiro do carro e impede que o cão "voe" em caso de acidente, bem como contém cães que têm mania de pular no motorista ao longo do trajeto). Fica sentadinho no banco do carona nos passeios mais curtos.


Boomer e seu cinto de segurança:

Mãe, vem logo pra gente passear!!!!


Indo pro agility, parado no sinal - ele vai quietinho no banco do carona!


A Mafalda, Westie de uma amiga nossa e a primeira amiga do Boomer, detesta andar de carro e quase sempre passa mal. Um dia foi andar junto com o Boomer e até se divertiu... vai entender! De repente se ela fizesse um intensivão com ele, virava Maria Gasolina!
Até a Mafaldinha curtiu o passeio!


*esclarecimento: Boomer só anda com fuça ao vento no meu colo, eu segurando ele pelos ombros. Além disso, não é bom deixar o cão assim por muitos minutos seguidos pois de acordo com um amigo meu veterinário o vento direto nos olhos resseca a córnea, chegando a rompê-la. De acordo com ele, esse não é um caso incomum na clínica onde trabalha.

Obs1: outros cuidados a serem utilizados com cães que apresentarem medo são: levar um brinquedo pra dentro do carro, ou um petisco, e deixar o cão brincar lá dentro sem nem ligar o carro. Quando ele estiver mais confortável, ligar o carro mas não movê-lo, até que ele se acostume com o barulho do motor. E seguir aos pouquinhos aumentando os estímulos: dar uma volta num quarteirão bem calmo, sem freadas bruscas ou buzinas, e ir evoluindo a partir daí. Como todo tipo de dessensibilização, deve ser feita com muita paciência. Sempre que o cão se demonstrar muito desconfortável com uma nova etapa, deve-se voltar para a anterior para não colocar o processo a perder. Todas as etapas conquistadas devem ser seguidas de muitos mimos para o cão.

Obs2: para cães que vomitam, é possível fazer alguma medicação antes de viagens mais longas e inevitáveis. Já fizemos uso de plasil e dramin em viagens de 12horas (achamos melhor não arriscar), mas tanto o uso quanto a dosagem devem ser discutidos com o veterinário. Muitas vezes, um jejum de 8 horas (sem água nem comida) antes da viagem é o suficiente. O Boomer não precisa de 12 horas de jejum, mas nunca dou comida pra ele antes de viajar, por via das dúvidas.

14.5.09

Fim de semana

O último fim de semana definitivamente não tava pro Boomer. Com a festa de 30 anos do Rapha no sábado e o churrascão de dia das mães no domingo, acabamos não dando quase nada de atenção pra ele. Normalmente fim de semana é justamente quando compensamos a falta de tempo durante a semana e levamos ele pro agility, pra passeios mais longos, brincamos... Por mim eu teria levado o Boomer nas festas, já que ele se comporta super bem e adora um evento social. Só que os plays que a gente foi tem a regrinha chata de não aceitar cachorro – conseqüência de uma maioria de donos que não educa seus cãezinhos para o convívio social.

Pra não ficar tão ruim pro lado dele, sábado deixei o filhote logo cedo na casa dos meu pais, que ele adora. Assim, passei a manhã arrumando a festa despreocupada e o Boomer só ficou sozinho o tempo que meus pais ficaram na festa. Ele passeou antes e depois dos vovós saírem de casa, ficou lá com os brinquedinhos dele e quando eles voltaram ainda devorou uma lata de atum (ao natural, sem óleo). É que eu e Rapha acabamos voltando bem tarde da festa, e não tinha ração lá. Dei a dica pra vovó Eliane e ela providenciou o lanchinho saudável que o Boomer adora.

Na 6ª feira é que ele se divertiu mais: fomos pra casa da Tia Fabíola (minha cuhada, mora ali no prédio) cozinhar pra festa. Ele já adora ir pra lá normalmente, e com a movimentação de gente que tinha curtiu muito mais! Ainda descolou um passeio na madrugada... melhor não podia ser. Em termos de comportamento, foi exemplar como sempre. A gente abriu 30kgs de frango numa panela no chão, e ele cheirou, olhou, pediu... e só! É muito fofo ver como ele é obediente e aceita quando a gente diz NÃO. Claro que pra compensar ele ganhou um monte de carinho e petiscos.
Definitivamente, o adestramento foi o melhor investimento de tempo e dinheiro que podíamos fazer.
É o paraíso!



Ei, tô sentado! Agora será que vocês podem me dar um desses?



Boomer pediu - e ganhou - um pedacinho de quiabo


23.12.08

Truques

Já comentei aqui sobre as dificuldades pra ensinar o Boomer a fazer xixi no lugar certo. Na época comprei o livro "Adestramento Inteligente", do Alexandre Rossi, e li várias fontes na internet sobre comportamento canino. Consegui inclusive ensinar algumas coisas pro Boomer, e remover alguns comportamentos indesejáveis. A coisa mais óbvia que consegui foi ensiná-lo a fazer xixi no jornal, mas já comentei aqui que acho que o tempo e amadurecimento dele tiveram grande contribuição nessa questão. Antes de ele aprender isso, ensinei a sentar sob comando. E ele aprendeu direitinho, e começou a AMAR as "sessões de treino", porque ganhava muitos petiscos. :)

Outra coisa que me esforcei muito foi pra ele gostar de andar de carro. Conheço alguns cães que têm problemas com isso, e não queria que acontecesse com ele, ainda mais que temos casa na serra e são 3horas de viagem. Li que o melhor era acostumá-lo desde bebê, levando pra lugares legais de carro, e não só pro veterinário (que é o que a maioria dos donos faz). Assim fizemos: antes de ele ter todas as vacinas, a gente já levava ele pra passear de carro, olhar a janela, ir à casa de algum amigo que gostasse de cachorro, essas coisas. Funcionou. Ele ADORA andar de carro, e associa o carro a coisas boas. Não reclama das 3horas de viagem e nunca enjoou. Se a gente abre a porta do carro (às vezes é só pra pegar alguma coisa que ficou por lá), ele pula dentro.

Quando ele começou a sair na rua, tivemos um pequeno problema: ele começou a latir muito. Escandalosamente. Sempre que via outro cachorro, começava a gritaria. Nunca com agressividade, o objetivo dele era brincar mesmo, mas incomodava e muito. Tenho orgulho de dizer que resolvi esse problema sozinha, retirando a recompensa do latido (ou seja: impedindo ele de se aproximar de qualquer cão enquanto estivesse latindo). Ele começava a gritar, eu dava meia volta com ele e seguia na direção oposta, me afastando do cão que ele tivesse visto. Ele começou a não latir algumas vezes, e aí eu reforcei esse comportamento. Ou seja, sempre que ele não latisse, ganhava o direito de se aproximar do outro cachorro e ainda ganhava um petisco. Em uma semana de trabalho diário ele já tinha reduzido drasticamente os latidos. Em casa também quase não late. Normalmente é UM latido se alguém tocar a campainha, e latidos repetidos se ver alguma coisa estranha (como o dia em que tinha uma pessoa na laje do prédio, e eu moro no último andar). Também late se excitarmos ele além da conta, com brincadeiras que ele considera irritantes (e a gente faz de propósito). E olha que schnauzer tem fama de latidor...

A partir daí, começamos a ter problemas na rua por causa do tamanho dele, que cresceu e conseguia arrastar a gente pela rua. Nessa época ele tinha 7 meses, e conheci um adestrador na rua. Ele estava treinando um filhotinho de beagle, e me chamou atenção o carinho co que tratava o cãozinho. Peguei o telefone, marquei uma visita lá em casa. Gostamos tanto que ele cuida do Boomer até hoje. O nome dele é Otávio. Ensinou o Boomer o "fica", o "deita", (nessa época eu já tiha ensinado a dar a pata), e o "aqui" (que envolve andar direito na rua). Fomos evoluindo de guia curta, para guia de 10 metros e sem guia (a guia fica no pescoço e a gente pisa nela se precisar, mas ele se sente solto). Evoluímos também de lugares desertos pra lugarem extremamente movimentados e cheios de distração. O Boomer adora o treino e o treinador. Com ele Boomer também aprendeu o "alto".

Depois disso ensinei ele a dar a pata certa pra mão certa, a fazer "high five" (que a gente chama de "toca aqui") e a farejar duas mãos fechadas pra descobrir em qual está o petisco. Esperamos continuar sempre evoluindo, e estimulando a mente do nosso cãozinho. Ao contrário do que muitos dizem, o adestramento não "poda a liberdade" do animal, muito pelo contrário. Ele continua sendo um cão alegre e gosta de "falar" com os outros na rua, mas entende que precisa obedecer quando eu dou algum comando. Se comporta bem em qualquer lugar, e por isso pode acompanhar a gente em muito mais situações. Ele adora treinar, e se sente super estimulado. Depois conto da nova modalidade do treino dele: o agility!

Boomer, ALTO:

Boomer, TOCA AQUI:

Boomer, A PATA:


Boomer, SENTA e SORRI PRA CÂMERA (brincadeirinha...):


23.10.08

Xixi...


Antes do Boomer chegar, é claro que eu já tinha lido tudo que pude encontrar por aí sobre cachorros, filhotes, educação canina, cinologia comportamental, schnauzers e afins. Quem me conhece sabe exatamente do que estou falando! E já sabia que seria um desafio - e de extrema importância - o housebreaking, como a literatura cyber-americana chama. Não encontrei sinônimo em português, mas significa simplesmente ensinar o cão um mínimo de hábitos de higiene para que ele possa conviver harmoniosamente com o resto da casa. Ou seja: basicamente onde fazer as necessidades.
Um pequeno detalhe é que a maior parte dos textos americanos assume que a gente mora num suburb e que o cachorro nunca deve fazer suas necessidades em casa - e sim sair pro jardim sempre que precisar, ou esperar a hora do passeio. Além de ser totalmente fora da minha realidade, depois descobri que era contra os princípios da minha veterinária - ela disse que como schnauzers têm uma tendência a desenvolver problemas renais, não era saudável ensiná-los a segurar o xixi até a hora de sair de casa. O melhor era que eles fizessem no lugar determinado, assim que sentissem vontade.
Comprei a maior diversidade de produtos feitos para auxiliar donos nessa missão (no final do post faço uma breve crítica a respeito dos produtos testados, caso alguém passe por aqui a procura de orientação). Achei que tudo ia dar certo assim de primeira, se eu estivesse preparada.
O que eu não sabia é que ELE não estava preparado. Quando chegou em casa, aos 2 meses, Boomer fazia xixi a cada meia hora ou menos, e minha coluna doía de tanto abaixar pra limpar a sujeira nos mais diversos cantos da casa. E tome pegar o cachorro no ato, brigar e carregar pro local certo (jornal). Caaaaaansa! Tome limpar tudo com um produto específico para tirar o cheiro e ele não sismar com o lugar errado. Tome levar ele pro jornal ANTES do xixi e depois de comer e ficar lá até ele fazer.
Depois de um tempo (quase um mês, eu acho) ele tinha aprendido o seguinte:

1.se eu faço xixi fora do jornal as pessoas me levam pro jornal. Aí ele fazia e ia pro jornal DEPOIS, engraçadíssimo!
2.fazer xixi no jornal é bom, porque depois me dão Doguitos! Aí, se a gente tivesse por perto, ele fazia no jornal pra mostrar que era esperto e ia todo feliz pegar o petisco.

Nesse ponto eu já estava arrasada, me sentindo um fracasso. Tentei várias técnicas: brigar quando faz xixi, ignorar quando faz xixi, entre outras tantas recomendações que li! E nada dava uma solução definitiva para o problema!
Até que eu fui relaxando - mas sem desistir de ensinar - e lá pelos 4 meses de idade ele começou a acertar quase sempre. Fui percebendo que nesse período as vezes que ele errava era porque nao conseguiu acertar, mesmo. Estava indo pro jornal mas acabou fazendo no meio do caminho, ou estava brincando e não soube avaliar a hora de parar pro xixi. Ou seja, estava faltando maturidade, mesmo. E aos 4 meses a bexiga já era maior e o xixi bem menos freqüente, facilitando um pouco pro meu lado.
Na época era um desespero, hoje vejo que tudo o que aconteceu foi parte do processo de aprendizado dele, não dava pra ensinar em alguma horas, como alguns livros sugeriram. O meu cachorro teve seu próprio tempo de aprendizagem.
Atualmente, aos 10 meses, ele já levanta a pata pra fazer xixi (filhotes machos fazem xixi agachadinhos como as fêmeas). Começou a levantar perto dos 5 meses, e presenciar esse processo foi muito legal: Boomer experimentou vários ângulos, pata direita e pata esquerda, levantou a patinha o máximo que pôde, tando que desequilibrou e caiu... Em casa ele só faz no jornal, e nunca fora dele. Sei que alguns machos têm problemas com demarcação de território dentro de casa, mas nós não passamos por isso. Em outras casas, ele segura o máximo que pode pra não fazer xixi (na casa da minha mãe ele não faz, e quando vamos pra nossa casa na serra ele prefere fazer tudo no jardim). Se estiver na rua, faz em todos os cantinhos que encontrar!


Produtos Testados:

1. Pipi Dog - é um "cheirinho de xixi", pra pingar no jornal e o filhote entender que ali é o local mais indicado. Tem o efeito esperado, mas tive que usar com freqüência muito maior que a indicada na embalagem.
2. Pipi Dolly´s - é uma bandeja onde o cachorro faz o xixi, que escorre por uma grade evitando que o animal pise nele e suje as patinhas. O Boomer não conseguiu entender que era pra fazer ali. Achei mais fácil ensinar com jornal, aém de ser caro. Apesar disso, já ouvi várias opiniões favoráveis ao produto, acho que depende do animal, mesmo.
3. Enzimac - meu companheiro até hoje, pra eventuais (raríssimos) acidentes. Produto de limpeza que contém uma bactéria que digere fezes e urina, pra ser aplicado após a remoção da sujeira. Como digere tudo, o cheiro vai embora até pro cachorro (que tem o olfato MUITO mais sensível que o nosso), evitando que repita o erro. No começo saía uma pouco caro, porque eu gastava uma garrafa por semana. A última que eu comprei está aqui há 3 meses... Muito bom!
4. Pode/Não pode - são dois produtos que têm a função de indicar onde o animal pode/não pode fazer suas necessidades. O pode funciona como o Pipi Dog, nenhuma novidade. O não pode achei interessante, porque irrita o nariz do cachorro. O Boomer começava a farejar um lugar pra fazer xixi, e espirrava! Desconcentrava e ia embora. Foi útil pra tirar dele a mania de fazer num lugar específico.
5. Tapecão - funciona como uma grande fralda em forma de tapete, absorvendo todo o xixi e evitando a molhança que fica no jornal. A idéia é ótima, mas o material é fofinho (como o de fralda), e várias vezes o Boomer resolveu deitar em cima e usar como cama, dificultando o processo de aprendizado (já que a mãe logo cedo ensina os bebês a urinar longe do local onde comem e dormem). Botei Pipi Dog em cim, mas não resolveu totalmente o problema e eu achei mais fácil (e mais barato) usar jornal mesmo.